
Max Verstappen venceu no domingo o Grande Prêmio do Bahrein disputado na Malásia e transformou a pole na primeira vitória da Red Bull em 2026, depois de uma largada atrasada em mais de uma hora e meia. Kimi Antonelli chegou em segundo, 2s307 atrás, e a quebra do motor de George Russell nas voltas finais levou a vantagem do piloto da Mercedes para 84 pontos a sete etapas do fim.
Lewis Hamilton completou o pódio pela Ferrari depois de ficar a mais de um minuto do líder nas primeiras voltas.
Foi a 72ª vitória de Verstappen na carreira, a primeira desde Abu Dhabi, em dezembro passado. Ela também amplia uma sequência curiosa: ele venceu a última corrida de Fórmula 1 realizada em Sepang, em 2017, e agora levou a seguinte, nove anos depois. O circuito malaio voltou ao calendário para substituir a etapa do Bahrein, que foi cancelada, e por isso a prova manteve o nome.
A largada que não aconteceu
Uma tempestade tropical alagou a pista antes do horário previsto, e era a primeira vez que os carros de 2026 corriam no molhado. As novas unidades de potência, com divisão próxima de 50-50 entre energia elétrica e combustão, foram reprovadas no teste antes mesmo da largada.
Depois de 45 minutos de espera, o pelotão saiu atrás do safety car para duas voltas de apresentação. Vários carros apagaram ou perderam tração em baixa rotação, entre eles os de Hamilton e Verstappen, além de carros com motor Ferrari da Haas e da Cadillac. Hamilton precisou reiniciar o sistema na pista, e Verstappen avisou que não conseguia acelerar. Quando voltaram ao grid, a ordem estava embaralhada e alguns carros tinham uma volta de atraso.
A direção de prova suspendeu a largada. Segundo o [The Guardian](https://www.theguardian.com/sport/2026/oct/04/max-verstappen-wins-chaotic-f1-bahrain-gp-in-malaysia-after-rain-causes-farcical-scenes), foram mais 53 minutos para reorganizar o grid enquanto a FIA carregava novos parâmetros de software em cada carro. A origem do problema está na lógica anticontrole de tração do software do motor, incapaz de lidar com a baixa rotação e a pouca aderência impostas pela chuva.
Intermediários ou slicks
Quando a corrida finalmente começou, cerca de metade do grid estava de intermediários e a outra metade apostou nos slicks. As duas Mercedes passaram Verstappen na curva 1: Antonelli assumiu a ponta e Russell ficou em segundo.
Hamilton, que largava em segundo com pneus macios, não tinha aderência nenhuma e despencou para 17º, chegando a 80 segundos do líder. Charles Leclerc caiu para último. A Williams fez o caminho inverso: de intermediários, Alex Albon e Carlos Sainz andaram em sexto e sétimo no início.
A corrida virou na volta 9. Valtteri Bottas escapou com a Cadillac para a brita, o safety car entrou e quase todo o pelotão foi aos boxes colocar slicks: médios para Antonelli, macios para Verstappen. Na relargada, Verstappen passou Antonelli por fora entre as curvas 1 e 3 e controlou a prova dali em diante. Perdeu a liderança por instantes na última parada, recuperou logo em seguida e ainda fez a volta mais rápida.
"Foi muito agitado, com muita coisa acontecendo, mas acertamos com os intermediários", disse Verstappen, segundo a [RFI/AFP](https://www.rfi.fr/en/sports/20261004-verstappen-claims-first-win-of-year-in-chaotic-bahrain-gp-in-malaysia).
A vitória coroa uma recuperação notável da Red Bull. O RB22 era difícil de guiar na primeira metade do ano, e o primeiro motor próprio da Red Bull Powertrains virou, sem alarde, um dos melhores propulsores a combustão do grid. O [The Race](https://www.the-race.com/formula-1/winners-and-losers-from-f1s-2026-bahrain-gp-in-malaysia/) o aponta como o melhor.
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